terça-feira, 28 de junho de 2022

Sabedoria. Cultura. Conhecimento.                                                              

Ouvir. Aprender. Reaprender"                                    

 ((Ouvir (atenção); aprender (dar importância)             reaprender (reconhecer o que não atingiu))                                                                                            

                                                                                   Mt.5.17-48

Ouvir, aprender e reaprender 

Reaprender, é quando a essência, do que foi transmitido e ensinado não foi entendido, pelo que, não foi bem observado.

Limitações ou impedimentos, o meu entendimento ou a minha opinião pessoal sobre um assunto ou tema, sem procurar esclarecer, ou discuti-lo...

qIntrodução:

Israel, cerca de 400 anos no “berço” do Egito, cresceu muito em número, de tal forma, que se fez um    grande povo, e de tal maneira, que o povo que os acolhera, disse: “Eis que o povo dos filhos de Israel,    é muito e mais poderosos do que nós” (Gn.15.13; Êx.1.9).         

Eram um grande povo, ainda sem terra; dela tinham a promessa do Senhor, a terra das peregrinações de Abraão (Gn.12.1-3; 13.14-18).

O Senhor, é Fiel, não se esquece das suas promessas; desceu, para libertar o povo e o conduzir à terra da promessa (Êx.3.6-8).

Chegou a libertação, o grande povo, iniciava o percurso para possuirem a terra e serem uma nação (Êx.12.12.1-51) 

Preparativos, para formar um povo, uma nação, um reino. Instituir uma constituição com sistemas legislativos, que os regessem, com direitos e deveres espirituais (religiosos), e físicos (sociais e politicos), para viverem no temor de Deus, e na relação social com o próximo. 

O Senhor deu a Lei, a Moisés, resumida nos 10 mandamentos. A primeira parte de caráter espiritual, relação vertical com Deus, e a segunda parte, a física (social), na relação horizontal com próximo (Êx.20.1-11 e 12-17).

Moisés, escreveu as palavras, que O Senhor falara no Livro, do Concerto; Leu-o aos ouvidos do povo, para os ensinar. Eles assumiram obediência total.

E Moisés selou o Concerto com sangue sobre o altar, e assim foi instituído o primeiro Concerto, o  Antigo Testamento, +/- no ano 1500 a. C. (Êx.24.1-18).

Do Sinai (1500 a. C.) a Jesus, O Cristo (30 A.D.):

Moisés intima o povo à fidelidade: Amarás O Senhor Teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e com todas as tuas forças, e estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração, e as intimarás a teus filhos, delas falarás assentado em tua casa, a andar pelo caminho, ao deitar, ao levan-tar, e as atarás por sinal na tua mão, e por testeira entre os teus olhos, e as escreverás nos umbrais da tua casa e nas tuas portas (Dt.6.5-9).                                                              

As responsabilidades deste ensino:                                                                   

No seio da família:

Competia aos pais de cada família, falar sem cessar, de toda a palavra do Senhor, e criar métodos, para que estivesse sempre presente em qualquer situação da vida familiar e social (Dt.6.5-9).

 Dos sacerdotes e anciãos:

A responsabilidade de ensino geral, competia aos sacerdotes, e anciãos, que de 7 em 7 anos, no ano da remissão, na Festa dos Tabernáculos, quando Israel, ia comparecer perante O Senhor seu Deus, no lugar escolhido: Lerás esta Lei diante de todo Israel (Dt.31.9-13).

O efeito que teve no povo: 

Foram +/- 1500 anos; o ensino, da Lei devia ter sido feito em família, e no povo em geral. A história e as narrativas do A.T., mostram o défice paupérrimo, da cultura da Lei no coração do povo. 

Problemas:

A palavra do Senhor, deixou de estar nos seus corações e nas suas bocas, e no ensino familiar foi-se extinguindo.

Os sacerdotes e anciãos, as muitas mudanças, religiosas, sociais e politicas, foram deixando de obede-cer à ordem de Moisés, para ler, a Lei em cada 7 anos ao povo, perante O Senhor. 

O povo, vivia como que numa balança, entre a fidelidade e a infidelidade, quando O Senhor os abençoava, andavam nos seus caminhos; mas logo se  esqueciam. Pervetiam-se, rebelavam-se contra O Senhor, e os servos que lhes enviava, e a palavra do Senhor, foi substituída pelos costumes, tradições e formas de legalismo, conforme lhes agradava.

A chegada de Jesus e o efeito na Lei:

A revelação de Deus, a situação social/religiosa:

A Palavra de Deus não se fez ouvir, durante +/- 400 anos, ela foi retomada para anunciar os nas- cimentos de João Batista (a voz do que clama no deserto), e de Jesus (O Messías / Cristo) (Lc.1.5-20, 26-37).

A situação política e social, desde o ano 586 a. C., Israel, foi sempre sujeita a uma panóplia de nações; no tempo de Jesus, o domínio político era romano, mas o cultural era grego, a língua hebraica, perdeu o lugar para o aramaico, e o grego Koiné, no qual foi escrito o Novo Testamento..

A situação religiosa, estava adulterada, os lugares de culto paralelo, sinagogas e templo, perverteram o espírito do adorador. O sumo sacerdócio, já não estava sujeito à família de Aarão.

Zadoque, foi o último sumo sacerdote da linhagem de Aarão a oficiar no templo. A ascenção dos Asmoneus, e a corrupção na classe sacerdotal, profanou o templo, afastaram Zadoque, e nomearam um sumo sacerdote ilegitemo em 167 a. C., deixaram de celebrar os rituais. “Estes foram considerados os “violadores do Concerto” (Dn.11.32  

Mais tarde Herodes, o grande; fomenta a “simonia”, isto é, vendia o cargo do sumo sacerdote.

No Tempo de Jesus, o sumo sacerdócio era ocupado por Anás e Caifás, que eram da seita dos saduceus (At.5.17). Segundo Josefo: 1º Anás exerceu de 6 a 15; e Caifás de 18 a 36 A.D. ambos foram nomeados e depostos pelo poder romano.

As consequências:

Todas estas situações, contribuiram para a decadência da observação da Lei, em detrimento do legalis-mo e da observação das tradições, que foram incrementadas durante anos.

Jesus versus a Lei e tradições:

Era este o estado, religioso, social e político, que Jesus encontrou, na sua vinda; Jesus, vinha operar mudanças, em especial no caráter religioso e social (Mc.7.1-16): Os anciãos, acusaram os discípulos transgredirem a tradição ao comerem pão sem lavarem as mãos. Jesus, respondeu: Por que transgredis vós os mandamentos de Deus? Hipócritas, bem profetizou Isaías: Este povo honra-me com os lábios mas o seu coração está longe de mim...em vão me honram ensinando mandamentos (preceitos) de homens. Invalidais a Palavra de Deus pela tradição que vós ordenastes (vêr v.10-12).

Mudanças com base no amor:

Pela Lei nenhuma carne se salvaria, visto que Pela Lei ninguèm pode ser justificado, porque pela Lei vem o conhecimento do pecado (Rm.3.20).

 A autoridade de Jesus sobre a Lei: Mt.5.17,18

Jesus, apresenta-se para cumprir toda a Lei: Não vim destruir a Lei nem os profetas, não vim abolir, mas cumprir; até que o céu e a terra passem, nem um jota, nem um til se omitirá da lei, até que tudo se cumpra. 

Jesus, apresenta a lei na sua essência: Mt.5.21-43)

Se Israel tivesse entendido a essência da Lei, e não tivesse procurado refúgio nas tradições, não teria sofrido, como sofreu, e a relação com o próximo estreitaria os laços com Deus.

 Reparemos; que Jesus, só faz referência aos mandamentos de caráter horizontal, pois sem os cumprir, não se cumprem os mandamentos em relação a Deus., em especial o 1º e grande mandamento: Amarás O Senhor Teu Deus de todo o teu coração...(Mt.22.37).

Jesus, apela para a essência da Lei:                                                               
Cinco vezes usa o predicado de ouvir (gr αkoυω) no pret. perf. Ouvistes (gr ηkoυσαί aor; significa: Sempre ouviram; tempo indeterminado.). O que foi dito aos antigos (αρχαίoις): Apela a recuar aos mais remotos tempos sobre o foi dito e ensinado, na Lei, nos Salmos, e nos profetas.

Ouvistes...Não matarás: Implica respeito pela vida, que Deus deu, e que fez do homem “alma vivente”v.21-26. 

A essência do mandamento, reflete-se na condenação de 3 pressupostes que podem levar ao ato. v.22

     Aquele que se encoleriza (oργίζoμενoς) contra contra seu irmão, é reu...v.22

    Aquele que que disser do seu irmão “tolo” (ραkα), significa desprezo pela cabeça do homem, será          sujeito ao sinédrio

    Aquele que lhe chamar “louco” “tolo” (μoρέ/μυρoς), significa desprezo pelo coração e caráter do            homem; estará sujeito ao fogo (inferno), a referência, é (γέενναν); vale de geena ou  Himom, e seu          significado.

     Atitudes a tomar para evitar a situação: v.23-26  

     Apelar à memória de ter procedido mal com o irmão...v.23

     Consciente de ter procedido mal, procurar reconciliação...v.24

     Chegar a acordo para evitar de levar o assunto a juízo (tribunal)...v.25

Ouvistes...Não adulterarás: Implica o respeito para com o próximo, e cuidado   com a concupiscência dos olhos. v.27-32.

A essência do mandamento, expressa, que a intenção supera o ato. Qualquer que olhar...com desejo (επίΘυμησαι) em seu coração, adulterou...v.27,28 

Atitudes a tomar para evitar a situação: v.29-32 

    Implicam ações drásticas, que certamente ninguém quer tomar, mas soa como uma advertência para        que não aconteça uma condenação.

    Se o teu olho (a concupiscência) te faz tropeçar...v.29

    Se a tua mão direita te faz tropeçar...v.30

    Se repudiar a mulher dê-lhe carta de divórcio...31-32 (απoστασίoν), com motivo justificado...

 Ouvistes...não perjurarás (jurar falso), expressa a essência do mandamento que exige cumprimento dos deveres como sendo com O Senhor. v.33-37

Atitudes a tomar para evitar a situação: v.34-37 

    Não jurar: Pelo céu, por ser o trono de Deus...

                  ...pela terra, pois é o escabelo (υπoπoδίoν) dos pés do Senhor...v.3ªa

                  ...por Jerusalém, por ser a cidade do Grande Rei...v.35b

                  ...pela tua cabeça...não podes tornar um cabelo branco ou preto...v.36

    Ser integro: Seja a tua palavra; Sim, sim, não, não...o resto é maligno...v.37

 

Ouvistes...Olho por olho, dente por dente; artigo da lei sobre a violência social (Êx.21.12sss(24)) v.38-42 – limitava o castigo a pena correpondente à infligida sobre o próximo...não consta no decálogo.

Atitudes a tomar para evitar a situação: v.34-37

              ...não resistir ao ímpio (πoνηρω), mal-intencionado/malfeitor...v.39a

              ...ao que ferir um lado da face, dá-lhe a outra...v.39b

              ...ao que te tirar a túnica, dá-lhe também a capa...v.40

              ...o que obrigar a andar uma milha, vai com ele duas...v.41

              ...não vires as costas ao que te pede emprestado...v.42

 Ouvistes...Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo...v.43-47  

Amar ao próximo, não constava no decálogo, mas os mandamentos da relação entre os homens, im- plicava ao amar o próximo.      

     A primeira referência a este mandamento, acontece em Lv.19.11-34, sobre as diversas leis sociais.           v.18: Não te vingarás, nem guardarás ira contra os  filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo         como a ti mesmo. Eu  Sou O Senhor.

     Este amor não era circunscrito ao povo de Israel, também abrangia os estrangeiros, que viviam no           seu meio (Dt.10.18-19).

     Odiar o/s inimigo/s, não era uma ordenança da Lei, mas era recomendado e assumido por alguns            textos, como: Não aborreço eu, Senhor, os que te aborrecem?...Aborreço-os com ódio consumado,          para mim são de fato inimigos...Sl.139.21,22; 26.5; 101.3; 119.13 etc...

O mandamento do amor ao próximo, representa o climax, da série de preceitos, que tinham como propósito, promover, a honestidade, solidariedade e a justiça entre a comunidade.

       Atitudes a tomar para evitar a situação: v.44-47

                  ...amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem...v.44

                 Esta será a cofirmação do novo nascimento, como filhos de Deus, que não faz acepção de                       pessoas...v.45 cp Tg.2.1-4

                 ...não amar somente os que nos amam, nem saudaram somente os irmãos, pois, publicanos e                    gentios também o fazem...v.46,47

O imperativo como resumo de todo o ensino...v.48

   Sede vós perfeitos, como é perfeito (gr. τέλειoς) o vosso Pai celeste...v.48

   Foi um extenso ensino, que expressou a maior essência dos mandamentos, não compreendidos na sua     essência, e plenitude, pois, eles já proclamavam o ensino, que O Senhor Jesus expôs.

   A exortação, exigência dos observadores serem perfeitos, a palavra no (gr), significa; "tendo chegado     ao fim; ter completado o propósito, ser completo, perfeito", é a condição que deve ter todo o que é         filho de Deus.

   Era esta a condição do Filho de Deus, Jesus, O Cristo. Homem perfeito e cumpridor de toda a Lei,         dos Salmos e dos profetas.



























sexta-feira, 6 de junho de 2014


Deus é Luz
Deus, promete a Sua luz:

Ao que o reverência e é obediente (Jó22.8).
Ao justo e reto de coração e se alegra no Senhor (Sl.97.11).
O Salmista disse: Aos justos nasce a luz nas trevas (Sl.112.4).
Por isso: A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito (Pv.4.18).
Para os benevolente, romperá a luz da alva (Is.58.7-8).
Para todos os que temem e creem no SENHOR, no futuro Deus, será a sua luz perpétua, não mais terão necessidade da luz do sol , das estrelas e da lua, porque é Deus quemos alumiará (Is.60.19-20)
No Seu infinito poder, a Sua luz, irrompe entre as mais densas trevas e assim revela o profundo e o escondido, as trevas não tem poder nem podem subsistir, porque com Deus mora a luz (Dn.2.22).
Deus, sendo luz, ilumina e orienta o caminho de todo aquele que o teme, gera nele  o conforto e a confiança, torna-se nele o manancial e força de vida, pelo poder da sua luz que alumia o caminho do que crê (Sl.27.1 e 36.9)
A luz de Deus é o bem, o oposto do mal, se o homem quer ver o bem rogue a Deus, que faça resplandecer sobre si a luz do Seu rosto (Sl.4.6).
Pode vislumbrar o seu caminho e convidar outros para andarem na luz do Senhor (Is.2.5).

O Senhor os abençoe!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Deus é Luz



Este blogger, tem o propósito a falar e enaltecer as grandezas e atributos de Deus.

Dei o título em gr. Deus é Luz, porque tive dificuldade de arranjar em português.  

Este blogger é para amigos e irmãos na fé em Jesus, que serão convidados, se algum irmão quiser sugerir alguém para o visitar, p/f. envio o endereço electrónico para eu convidar.

Espero através deste ministério, contribuir para edificação dos que creem e para salvação dos que hão de crer e aceitar o Senhor Jesus, como único e suficiente Salvador, pelo arrependimento na graça do Espírito Santo.

Nesta primeira fase falarei sobre o atributo de Deus como Luz e a importância da luz na criação do mundo, depois falaremos de tudo o que de Deus tem haver com Luz. 


Deus em Sua natureza

Deus é Luz! (I Jo.1.5)
A Luz da Pureza, da Santidade e do Amor, as trevas não podem subsistir nem ter poder, porque o poder desta luz, impede e delimita as trevas, significa que nada se pode ocultar na presença gloriosa da Luz.

Ele habita na Luz inacessível ...(I Tm.1.16)
Por isso que nenhum a viu nem pode ver. Isto quer dizer que é uma Luz demasiado poderosa para que o olho humano a possa contemplar.
Deus na Criação do Mundo
A terra era sem forma e vazia, as trevas estavam sobre a face do abismo e o Espírito de Deus de movia sobre a face das águas (Gn.1.2)

Sendo, Deus Luz, as trevas não podiam prevalecer sobre a Sua obra, por isso; disse Deus: Haja luz, e houve luz (Gn.1.3).

Viu Deus que a luz era boa e fez separação entre a luz e as trevas  
Por isso chamou Deus à luz dia e chamou às trevas noite (Gn.1.5)

21/02/2014