A Páscoa do ano 1500 a.C. aos nossos dias.


Páscoa
A celebração da Páscoa, remonta aos primórdios dos tempos. Foi celebrada pela primeira vez na terra do Egipto, quando e ainda os descendentes de Jacob / Israel (Gn.32.28), conhecidos como hebreus e povo de Israel. Depois de tempos bons, passaram à condição de escravos e oprimidos, pela tirania e poder de faraó senhor do Egipto, que não conhecera a José (Êx.1.8-14), que salvara o Egipto e não só da terrível fome que assolara a terra (vêr Gn. cap.41 a 47).
A crueldade de faraó acentuou-se de tal maneira, que temendo o índice de natalidade do povo hebreu, ordenou que fossem mortos todos os filhos de Israel, que nascessem varões (Êx.1.15-16).
Ora O Senhor, havia prometido a Abraão, que a terra (de Canaã) das suas peregrinações, haveria de ser possuída pela sua descendência em Isaac, depois de um tempo de cerca de 400 anos, em terra estranha, onde seriam afligidos, mas depois disso, O Senhor, desceria para os livrar (Gn.15.13-14 cp Êx.3.6-9).

O Senhor (escolheu) a Moisés, para levar a cabo essa libertação, que deu início ao confronto entre O Senhor (por meio de Moisés) e faraó, senhor do Egipto; operando por meio de sinais e maravilhas sobre faraó e a terra do Egipto, reduzindo à insignificância o poder de faraó e dos deuses do Egipto, todavia o coração de faraó, continuamente se endurecia (Êx. cap.4 ao 11). Para libertar o Seu povo O Senhor operou o mais terrível dos sinais (por opção de faraó Êx.10.27-29), a morte de todos os primogénitos, desde homens a todos os animais, na terra do Egipto (Êx.11.1, 4 e 5). Para que a praga não atingisse o povo de Israel, O Senhor, proveu uma solução.
Por isso, O Senhor, disse, a Moisés: Fala aos filhos de Israel e cada família tome para si aos 10 destes mês (Abibe ou Nizã / Abril ou Março), um cordeiro macho de 1 ano sem mácula, que seria guardado até ao décimo quarto dia do mês. 
Nesse dia à tarde toda a congregação de Israel, sacrificaria o cordeiro e do seu sangue tomariam, para barrar as vergas e as ombreiras das portas, que seria por sinal, para que O Senhor, ao passar pelas casas, vendo o sangue, a praga da morte dos primogénitos não entrava na casa.
O cordeiro depois de assado devia ser comido totalmente, se sobrasse alguma coisa, no dia seguinte devia ser queimado.
Os participantes, deviam ter os lombos cingidos e ter na mão o cajado, comendo apressadamente. Esta é a Páscoa do Senhor e deveria ser observada por estatuto perpétuo, depois de estarem instalados na terra prometida (Êx.12.1-28). Esta foi a primeira Páscoa, cerca de 1500 anos antes de Cristo. É importante observar, que antes de Jesus a Páscoa, só era observada pelo povo hebraico/judeu. 

Cristo nossa Páscoa - I Cor.5.7
Quando o anjo Gabriel, anunciou a Maria, que iria ser mãe dum varão e que lhe devia chamar de Jesus (Lc.1.21), depois que José intentou deixar secretamente Maria, por ela se achar grávida; o anjo do Senhor, lhe apareceu em sonho, revelando-lhe como fora a concepção do fruto no ventre de Maria, dizendo-lhe também, que ao filho deveria chamar de Jesus, porque Ele haveria de salvar o Seu povo dos seus pecados (Mt.1.20-21).
Nem ele, nem Maria, tinha ideia de como ele iria sofre para alcançar o perdão dos pecados para o Seu povo.
Jesus, durante o Seu ministério deu várias indicações de como isso iria acontecer, vejamos algumas.
Lc.9.22 e Mt.16.21 - É necessário que o Filho do Homem, padeça muitas coisas e seja rejeitado dos anciãos  e dos escribas, seja morto e ressuscite ao 3º dia (Mt.16.21).
Mt.17.22-23 - ...O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lO-ão e ao 
3º dia ressuscitará. 
Lc.17-25 - Mas primeiro convém, que ele padeça muito, e seja rejeitado por esta geração.
Jo.11.50 - O sumo sacerdote, profetizou que Ele deveria morrer pela nação. 
João Baptista, quando baptizava junto ao Jordão, dava testemunho de Jesus, um dia viu que Jesus, vinha em sua direcção, disse: Eis O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo.1.26-29), ele não sabia, mas estava a identificar o cordeiro pascal, era um pronuncio de que seria a nova Páscoa, não para libertar um povo da da escravidão, opressão e tirania doutro povo, mas para resgatar os homens da maldição do pecado.
Lc.18.31-33 - ...Eis que subimos a Jerusalém e se cumprirá no Filho do Homem,  tudo o que pelos profetas foi escrito: Pois há de ser entregue às gentios e escarnecido, injuriado e cuspido; havendo-O açoitado, O matarão e ao 3º dia ressuscitará (vêr Is.53).
Jesus, como judeu, sempre observou a Lei assim como as festas da Páscoa. A primeira (que temos conhecimento), tinha Jesus 12 anos, quando os seus pais subiram a Jerusalém para celebrar a Páscoa. Finda a festa eles se foram, mas Jesus, ficara entre os doutores da Lei, ouvindo-os e a interrogando-os e todos se maravilhavam das suas respostas.
Jesus começou o Seu ministério tinha 30 anos, no último, estando próxima a Páscoa dos judeus, sucederam-se acontecimentos marcantes, que conduziram ao sacrifício pascal.
A entrada triunfal em Jerusalém, hoje conhecida como o dia de Ramos (Mat.21.1-11).
Ele expulsou os vendilhões e cambistas do templo com um azorrague de cordas, dizendo: Está escrito a casa de meu Pai, será chamada casa de oração (Mt.21.13 cp. Is.56.7), mas vós a tendes feito covil de ladrões. Os seus discípulos então se lembraram de que está escrito: O zêlo da tua casa me devorará (Jo.2.13-17 cp. Sl.69.9).
Seis dias antes da Páscoa, foi a Betânia, à casa de Lázaro, que com as suas irmãs Marta e Maria o receberam. Fizeram-lhe uma ceia, e enquanto estavam à mesa, Maria derramou sobre os pés de Jesus, um unguento de nardo puro (mui caro), para os ungir, depois limpou-lhos com os seus cabelos, ao que Jesus disse: Deixai-a, pois para o dia minha sepultura, guardou ela isto (Jo.12.1-7). 
Os judeus reagiram, perguntando a Jesus; que sinal nos mostras para fazeres isto? Ao que Jesus respondeu: Derrubai Este templo e em 3 dias o reedificarei, falando do Seu corpo (Jo.2.18-21), mais tarde, os judeus usariam isto (distorcidamente) para o condenarem à morte.
Jesus celebra a Páscoa com os Seus discípulos. No primeiro dia da festa dos pães asmos, Jesus ordenou aos discípulos, para preparem a Páscoa, o que eles prontamente fizeram (Mt.26.17-19; Mc.14.12-16; Lc.22.7-13).
Chegada a tarde, Jesus sentou-se à mesa com os Seus discípulos e disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa antes que padeça (Lc.22.15). Era o momento de Jesus, apresentar a nova Páscoa, por isso enquanto comiam (a Páscoa dos judeus), Jesus, tomou o pão e tendo dado graças o partiu e deu-lhes, dizendo: Tomai e comei, este é o meu corpo que por vós é dado, fazei isto em memória de mim, semelhante-mente tomou o cálice depois da ceia dizendo: Este é o cálice do Novo Testamento, o cálice do meu sangue que é derramado por muitos para remissão dos pecados (Mt.26.28; Lc.22.20), bebei dele todos, fazei isto em memória de mim (Mt.26.27; Mc.14.22-24).
Desta forma O Senhor Jesus, instituiu a sua própria Páscoa (como cordeiro de Deus), depois disto, Jesus e os discípulos foram para o Getsêmani, onde iria travar uma dura prova, em oração pedia ao Pai: Se for fosse possível, passa de mim este cálice, mas submetendo-se à vontade do Pai, posto em agonia orava mais intensamente até o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, corriam até ao chão (Lc.22.39-46).
Posto isto, o prenderam e levaram à casa do sumo sacerdote, ali infligiram de injurias, maus tratos e falsas acusações, até que veio uma falsa testemunha, que disse: Nós o ouvimos dizer: Derrubai este templo feito por mãos de homens e edificarei outro não feito por mãos de homens (Mc.14.58). Ora não foi assim que Jesus dissera (Jo.2.19).
O sumo sacerdote voltou a perguntar-lhe: És Tu O Cristo, Filho do Deus Bendito? Jesus, respondeu: Eu Sou, e verei O Filho do homem assentado à direita de Deus, o sumo sacerdote rasgando os seus vestidos e acusando Jesus de blasfémia, disse: Que vos parece e todos O consideraram culpado de morte, de seguida, cuspiram-lhe, taparam-lhe a cabeça e davam punhadas. (Mc.14.61-665).
Jesus, foi levado a Pilatos, acusado de malfeitor, ao que Pilatos disse, levai-O e julgai-O segundo a vossa lei e eles disseram; a nós não é lícito matar pessoa alguma (Jo.18.28-32).
Pilatos o enviou a Herodes, que depois do interrogar o vestiu duma roupa resplandecente e O desprezaram, de seguida o enviaram de volta a Pilatos (Lc.23.8-12).  
Pilatos, tomou-O e O açoitou, os soldados teceram uma coroa de espinhos, que lhe colocaram na cabeça, vestiram-nO duma veste de purpura e zombaram, dizendo: Salve, Rei dos Judeus, dando-lhe bofetadas (Jo.19.1-3).
A caminho do Gólgota, Jesus, carregou a sua cruz, até que ficou sem forças, chamaram outro para a levar e chegados ao ao Gólgota, o sacrificaram no meio de 2 ladrões, sobre a Sua cabeça estava escrito: "Jesus Nazareno Rei do Judeus" (Jo.19.17-19).
Era a hora sexta (12H00), todos os que passavam zombavam d'Ele, e os soldados jogavam para repartir as suas vestes (Mt.27.39-43).
Era a hora sexta e ouve trevas até hora nona, um dos ladrões, disse: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no Teu Reino, Jesus respondeu e disse: Em verdade te digo que ainda hoje estará comigo no Paraíso (Lc.23.42-44).
Estava perto a hora nona, quando Jesus clamou e disse: Eli, Eli, lamá sabctani (Deus, meu, Deus, meus, porque me desamparaste), expressão de dor, de uma separação dolorosa, que Jesus, teve de suportar, por amor de nós (Mt.27.46).
Jesus, vendo que já estavam cumpridas todas as coisas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede, um dos presentes fez-lhe chegar à boca vinagre (Jo.19.29-30), depois que tomou o vinagre, Jesus, disse: Está consumado (Jo.19.30). Estava concluído o processo, para a eterna e misteriosa redenção do pecador, desde os tempos eternos.
Faltava o último passo, entregar-se nas mãos do Pai, por isso, com grande voz, Jesus, disse: Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito, havendo dito isto expirou (como o cordeiro da Pascoa tinha de ser sacrificado à tarde - Êx.12.7), nesse instante rasgou-se ao meio o véu do templo, e o centurião exclamou: Na verdade este homem era Filho de Deus (Lc.23.46; Mt.27.51 e 54).

A ressurreição de Jesus
Depois disto, porque logo a seguir era sábado, para que o corpo não ficasse na cruz, O sepultaram. No primeiro dia da semana, bem cedo, as mulheres foram ao sepulcro, para preparem o corpo (Lc.24.1).
Ao chegar ao sepulcro viram a pedra revolvida, entrando não acharam ali o corpo do Senhor Jesus (Lc.24.2-3), estando ainda perplexas, viram o anjo do Senhor, vestido de branco e com o aspecto como de um relâmpago, que lhes disse: Não temais, buscais a Jesus o Nazareno, que foi crucificado? Ressuscitou, já não está aqui, este é o lugar onde o puseram (Mc.16.1-6), que Paulo disse: Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo nosso Senhor (Rm1.4), pelo que está escrito: ...Tu és Meu Filho hoje te gerei (Sl.2.7 cp. Hb1.5).
Depois disto Jesus apareceu algumas vezes, aos discípulos, até que ascendeu aos céus, deixando-lhes a promessa da efusão do Espírito Santo (At.1.5 e 8).

A celebração da Páscoa nos depois da Ascenção do Senhor Jesus aos céus
Os crentes, nascidos de novo, filhos de Deus pela fé em Jesus, na graça do Espírito Santo, celebravam a Ceia do Senhor, que o Senhor ordenara que se fizesse em memória dele. 
Paulo disse que Cristo é a nossa Páscoa, assim, quando nos  chegamos à mesa para participar da Ceia do Senhor, tomando os símbolos, o pão representa o Seu corpo e o cálice, que representa o Seu sangue, anunciamos a morte do Senhor até que venha (I Cor.11.23-26).
Portanto, estamos a proclamar o memorial eterno, a Páscoa de Cristo e a celebrarmos a Páscoa.  
Cristo nossa Páscoa (I Cor.5.7), tenhamos sempre no coração e no nosso espírito, que a Páscoa, para os filhos de Deus, não é uma vez por ano, como era e é para os judeus e para os que não são nascidos de novo. É sempre que estamos à mesa do Senhor comendo o pão e bebendo o vinho (símbolos), que representam o corpo e o sangue do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Jesus O Cristo Aleluia!!!.

Sem comentários:

Enviar um comentário